Jequié passa por momentos de crise na educação.

08/06/2007

Os professores da rede estadual de ensino de Jequié, em greve por melhores condições de trabalho, se reuniram em assembléia dia 05/06 na APLB/Sindicato para avaliação da greve, essa é a oitava desde o movimento grevista. Na assembléia anterior (sétima) foram definidos posicionamentos durante a paralisação, com a aprovação de um calendário de atividades. No Dia Nacional de Luta (23/05) a APLB/Sindicato realizou um ato público na Praça Rui Barbosa e passeata pelo centro da cidade, denunciando o descaso com a educação pública e repúdio à Emenda 3. Nos últimos dias foram realizadas várias visitas às escolas e distribuição de carta aberta à comunidade. Na tarde do dia 04/06, a APLB/Sindicato em parceria com o Grêmio Estudantil Dinaleza Coqueiro do IERP, realizou uma manifestação com panfletagens na Praça Rui Barbosa, com o objetivo de fortalecer o movimento e mostrar a comunidade que os professores estão paralisados, mas não estão parados. O Governo Jaques Wagner entrou na Justiça com uma Ação Civil Pública que determina a cobrança diária de multa de R$ 20 mil, ameaça prender sindicalistas e cortar ponto de grevistas, caso professores e professoras não retornassem às aulas em 24 horas. A citação foi entregue pela Justiça à APLB-Sindicato no início da noite de terça-feira, dia 29/05. Imediatamente a entidade entrou com recurso, que será julgado pela Justiça. A APLB-Sindicato – Delegacia do Sol repudia a ação do governo, e prepara uma grande recepção dia 9 de Junho, quando o Governador Jaques Wagner em visita mais uma vez a região, descerá no Aeroporto Vicente Grillo em Jequié. A APLB/Sindicato expôs os problemas que alunos e professores enfrentam, em reuniões na semana passada com o Diretor da Direc 13 e com a Presidência da Câmara de Vereadores de Jequié. Os professores da rede municipal de ensino também têem enfrentado inúmeros problemas. As escolas estão em péssimas condições de funcionamento, principalmente no que se refere a estrutura física, a falta de material pedagógico ( papel ofício, álcool, giz, livros), iluminação, material de limpeza e papel higiênico. O matagal está tomando conta das áreas laterais das escolas, falta de coordenação pedagógica e a gestão das escolas continua loteada e sem a participação da comunidade escolar. A Prefeitura se manifestou alegando que está em contenção de despesas, penalizando o trabalhador, porém, as contratações de cargos comissionados, terceirizados e as RTI’s continuam. Assessoria de Imprensa da APLB/Sindicato