Artista adotado por Jequié em sua juventude, agora brilha na Cidade Maravilhosa.

19/04/2009

Ricardo Almeida Ayade nasceu em Salvador, em 1983. Por 14 anos, morou em Jequié. Com a família toda ligada às artes, Ricardo não teve muito como escapar. Mãe e irmã artesãs, irmão músico, pai poeta. Ele então misturou os talentos herdados e é hoje o multiartista Ricardo Ayade. Ator, cantor, escritor, compositor e roteirista sempre em atividade. Aos 25 anos, Rick, como é chamado pelos amigos, tem seis curtas no currículo, participações em novelas e programas de TV, comerciais e peças de teatro. No início de sua busca pela carreira artística não foi fácil, participou de um grupo de teatro que não deu certo, fez faculdade de Administração, mas o que gostaria era a de Artes Cênicas, tinha em mente um grande pólo artístico para desenvolver seu potencial, mas não tinha uma estrutura necessária para apoiá-lo. Mas, com muita determinação, largou a faculdade, fez o curso de Artes Cênicas ao mesmo tempo em que o de teatro, trocou a estabilidade pelo sonho ao largar um emprego público no Tribunal de Justiça de Jequié e foi para o Rio de Janeiro, ainda que de maneira inusitada e meio que aventureira. Ayade atualmente está trabalhando em um roteiro de um longa-metragem ainda sob sigilo. Também está envolvido na produção e vai fazer parte do elenco de um longa, uma co-produção Brasil-Polônia, que deve ser rodado em 2010. “Não posso falar muita coisa agora, mas será um filme cristão. Muita gente boa está envolvida na produção. Uma equipe americana de ponta virá ao Brasil para as filmagens”, afirma Ricardo, empolgado com o projeto. “Também tenho planos de rodar outros dois curtas ainda em 2009”, declara. Suas atividades no Cinema não encontram descanso. Quando não está escrevendo, ele está filmando. Recentemente interpretou um policial torturador no curta-metragem “Encurralado”, com direção de Afonso Presto, contracenando com o ator Marco Antônio Gimenez. Saindo da tela e indo para os palcos, o “multi” Ayade assina três peças de teatro. “Os animalistas”, “Os humanistas” e “A volta”. Esta última, em fase de pré-produção, é um musical livremente inspirado na parábola do filho pródigo, a história bíblica de um filho que saiu da casa do pai, arrependeu-se e voltou. O incansável Ricardo também se prepara para lançar o seu primeiro livro de contos pela editora Multifoco, até o fim de maio. “O livro está em fase de produção. São contos sobre histórias do cotidiano de pessoas que eu conheci em filas de banco, ponto de ônibus e também de personagens fictícios, inspirados em amigos.” Além de cinema, teatro e literatura, Ricardo Ayade se dedica à música. “Canto desde os seis anos de idade. Meus pais tocam violão. Eles tinham um barzinho na Bahia, quando eu era pequeno fazia sucesso cantando João Gilberto, Maria Bethânia. Minha família é muito musical. Por ser baiano, cresci ouvindo Gal, Gil, Caetano”. Outras grandes influências na sua carreira musical são: Tom Zé, Zeca Baleiro, Novos Baianos, Luiz Gonzaga, Alceu Valença, Zé Ramalho, Elomar, Xangai e Geraldo Azevedo. Ele começou a compor suas próprias músicas, profissionalmente, e logo essas composições viraram 13 músicas. Quatro delas foram gravadas em janeiro de 2009 em um estúdio de um amigo em Jequié. Duas músicas estão disponíveis na internet “Vou me jogar” e “Cachoeira”. Os arranjos são de Márcio Borges, que trabalhou com Val Martins, do grupo Yahoo, sucesso nos anos 80. Como Ricardo Ayade consegue fazer tanta coisa ao mesmo tempo? “Acho que estou ficando neurótico”, brinca. Quer ouvir as músicas de Ricardo Ayade? Vá em www.myspace.com/rickayade Leia mais no blog http://ricardoayade.blogspot.com Fonte: Marina Lomar | Assessoria de Imprensa Fone: (21) 9790-7941 E-mail: [email protected]